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OUSAR LUTAR

                   União da Juventude Comunista lança WebSite         

          Estudantes e movimentos populares vão às ruas em defesa da educação pública         

          Esquerda peruana forma frente contra o governo         

          PCB apóia a legalização do Partido Humanista         

          Guennadi Ziuganov, Presidente do Partido Comunista da Federação Russa, fala sobre as políticas interna e externa da Rússia e as perspectivas do Socialismo         

          Argentina: Partido Comunista e Partido Humanista celebram acordo eleitoral         

          Em carta a Fidel Castro, Daniel Ortega saúda o 26 de julho         

          Fidel Castro analisa a deserção dos atletas cubanos nos Jogos Panamericanos         

          Secretário geral do Partido Comunista Português comenta o bom resultado do PCP nas eleições municipais         

          UNE elege nova diretoria. UJC está na oposição         

          Entrevista de Ivan Pinheiro, Secretário geral do PCB, em visita ao Maranhão         

          Governador do Maranhão recebe Secretário Geral do PCB         

          CPERS: Unidade Classista / PCB defende desfiliação da CUT         

          UJC vence eleição para o DCE da Universidade Federal Rural de Pernambuco.         

          Vitória do movimento popular: sob pressão, Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro rejeita aprovação automática nas escolas municipais.         

          RCTV: jornalista analisa o controle dos meios de comunicação por monopólios privados         

          Partido Comunista dos EUA resgata sua história         

          Os Comunistas venezuelanos e os rumos do governo Chávez         

          Intelectuais britânicos apoiam iniciativa de Hugo Chávez.         

          Rússia: Exército Vermelho volta a usar a foice e o martelo         

          Frank Svenson, professor da UNB e dirigente comunista, fala de sua relação com Oscar Niemayer e o PCB         
OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!

 

A UJC (União da Juventude Comunista/PE) voltou a partir do dia 27 de maio de 2006 a ser espaço oficial de organização de jovens ligados ao PCB em Pernambuco e/ou daqueles que se iniciam numa organização marxista-leninista sem a obrigação imediata de se vincular ao partido. Esta reorganização, prevista no XIII congresso do PCB surge num período complexo da política nacional e por isso fértil para provocar o debate entre os jovens.

A UJC, que no passado foi responsável pelas articulações de vários movimentos de massa da juventude e da sociedade como um todo, reaparece com o objetivo de organizar os jovens no campo do trabalho, da cultura e do movimento estudantil.  

Esta organização terá no nosso estado, a árdua tarefa de reverter uma lógica entre os jovens, quase que perpetuado pela despolitização e o aparelhamento de um lado e o sectarismo de outro. Ambas as posturas não contribuem para o avanço da luta por uma sociedade mais justa, além de não educar as massas para esse projeto coletivo.

 Esta conferência re-oxigenou a direção, dando o dinamismo necessário para superar os obstáculos que virão e que agora estará sob a responsabilidade de novos camaradas, além de, mesmo não participando do congresso nacional de refundação indicou dois dirigentes para a nacional. Fábio Medeiros e Natália Paulino.

UM PASSO À FRENTE

            A Primeira reunião da UJC comprovou a disposição apresentada na conferência de estadual. Nesta, já foi encaminhado um planejamento, que teve como prioridade a construção desse website da juventude, além de, até o final do ano formar direções municipais em Paulista (agosto), Igarassu (setembro) e Recife (outubro).

            Toda iniciativa da nova direção será com o intuito de estabelecer entre os jovens uma prática revolucionária amparada num processo de formação teórica revolucionária. Ou seja, é preciso conquistar espaços sem abrir mão da perspectiva das formas inovadoras de organização. Isso constitui na prática, desenvolver processos a longo prazo, uma mudança cultural que estabeleça princípios básicos numa nova concepção de sociedade.

 

Mao-Tsé-TungPAGUCamilo

CheRosa Luxemburgotrotsky

 

 FEITO POR GILSON SILVA gilsonjs@starmedia.com

 

 

LIVRO DE LÊNIN

A internacional (música e letra)

85 anos da fundação do PCB

23 de fevereiro de 2007

Nos dias 25, 26 e 27 de março de 1922 reuniram-se em Niterói, nove delegados que representavam 73 militantes de cinco estados do País e um punhado de cidades, para fundar o primeiro e o único verdadeiro partido da classe operária que já existiu no Brasil, o Partido Comunista Brasileiro.

Os delegados eram os trabalhadores e revolucionários Abílio de Nequete, barbeiro; Astrojildo Pereira, jornalista; Cristiano Cordeiro, contador; Hermogêneo Silva, eletricista; João Jorge da Costa Pimenta, gráfico; Joaquim Barbosa, alfaiate; José Elias da Silva, funcionário público; Luis Peres, operário vassoureiro e Manuel Cendón, alfaiate.

Os militantes que fundaram o PCB eram incontestavelmente a vanguarda de um longo processo de amadurecimento da classe operária brasileira. Eram os dirigentes das grandes greves operárias das duas primeiras décadas do século, eram pioneiros da organização sindical operária, estavam na linha de frente da luta ideológica que se desenvolvia no interior do anarquismo, força dominante na época, constituindo a sua ala revolucionária e os primeiros que compreenderam a importância da Revolução Russa de 1917 e as mudanças que ela implicava necessariamente para o proletariado brasileiro.

O surgimento do PCB, organizando politicamente a classe operária pela primeira vez, pôs um ponto final aos preconceitos anarquistas, encerrando 20 anos de hegemonia sobre os sindicatos. O próprio movimento sindical, apoiado em sindicatos minoritários e de ofício, foi reorganizado de acordo com as diretrizes da III Internacional de construir grandes sindicatos de massa por ramo industrial.

O stalinismo iniciaria nos anos 20 a destruição do partido operário que seria concluída em 1935. Os historiadores gostam de lembrar do partido comunista dos anos 40, 50 e 60 pelo prestígio de que gozou na sociedade burguesa e pelo seu número, apesar da sua congênita covardia política e da sua completa incapacidade de largar a cauda política da burguesia. No entanto, o partido stalinista que surgiu após os anos 40 retirou todo o seu capital político do antigo partido operário dos anos 20, sem prestígio na sociedade burguesa, mas com crescente autoridade sobre a classe operária.

A importância adquirida pelo Partido Comunista na década de 20 pode ser vista por todo o desenvolvimento da Revolução de 30, particularmente pela completa instabilidade em que se colocou o governo revolucionário. A presença da organização de vanguarda da classe operária impediu que o nacionalismo burguês, naquele momento, o tenentismo, conquistasse uma efetiva direção sobre a classe operária. Neste caso, é importante acrescentar como parte de toda a equação a presença da oposição trotskista que se propunha a fazer o papel de alter ego do partido comunista oficial e cuja pressão minoritária condicionava em uma boa medida a ação da maioria.

Um outro elemento fundamental, a presença de um importante movimento de extrema direita, fascista, o Integralismo, mostra o nível de desenvolvimento atingido pela classe operária ao início dos anos 30. O integralismo terá sido, provavelmente, o maior movimento de extrema-direita criado fora dos países imperialistas nos anos 30, o que dá uma medida da importância do movimento revolucionário da classe operária.

A história do Partido Comunista Brasileiro, antes e depois do Estado Novo, está ainda por ser escrita. A maior parte da historiografia referente a este tema fundamental para a compreensão da luta revolucionária da classe operária no Brasil foi tratado, ou por historiadores norte-americanos – cuja banalidade, apesar do enorme aparato de pesquisa – é evidente ou por historiadores stalinistas, entre os quais pontificam os piores entre os piores, os chamados “gramscianos” (pobre Antonio Gramsci!) que transformaram a história de um partido operário no épico da evolução dos operários para o Olimpo da democracia burguesa, uma história teológica e insípida.

 

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Reorganizada, UJC quer jovens na luta contra o capital 

Ela deu aos estudantes brasileiros uma entidade nacional, a União Nacional dos Estudantes. Ofereceu aos trabalhadores grandes quadros, lutadores da fibra de um João Saldanha. Completando 79 anos, a União da Juventude Comunista está com uma disposição de 21 para lutar contra o capital. 
As alterosas foram o palco desse ressurgimento. De 15 a 18 de junho, Belo Horizonte sediou o Congresso de Reorganização da UJC. Prestaram solidariedade as organizações de Juventude da Refundação Comunista e da Corrente Comunista Luís Carlos Prestes  (Juventude Avançando) – que compõem, com o PCB, o Fórum de Unidade dos Comunistas –, do PSB (JSB), do PDT, da Consulta Popular e do PCR (UJR). O deputado federal comunista Sérgio Miranda e os camaradas de Comitê Central do PCB Fábio Bezerra e Eduardo Serra (Secretário de Juventude do PCB) também estavam presentes. 
Como sua luta é internacional, as saudações também vieram de jovens comunistas dos quatro cantos. Entre outras, mandaram mensagens de saudações ao Congresso da UJC as Juventudes Comunistas da Venezuela, dos Estados Unidos, da Grécia, Canadá, El Salvador, Uruguai, Argentina, Chile e da Juventude do Partido Comunista dos Povos da Espanha. 
Em Minas Gerais, debateu-se muito – e bem. Construir um instrumento para potencializar a ação dos jovens comunistas, disputar a hegemonia política e ideológica na sociedade, acabar com exploração do homem pelo homem e construir a revolução brasileira, ao lado do PCB. Tudo isso constou da pauta, das falas, do desejo de todos. 

O congresso, precedido por conferências regionais, apontou para os eixos prioritários de sua atuação:  movimento estudantil, cultural e de jovens trabalhadores. A UJC foi definida como uma frente de massa organicamente ligada ao PCB, composta por jovens militantes do PCB e por jovens não filiados ao Partido, recrutados com critérios ideológicos e de ação política e com potencial de tornarem-se quadros.  

 

A direção nacional da entidade é composta pelos camaradas: 


- Túlio  Lopes (MG) – Secretário geral
- Heitor César (RJ) – Secretário de Organização

- Sildeane Sales (MA) – Secretária de Finanças

- Wagner Farias (SP) – Secretário de Formação

- Rodrigo Lima (RGS) – Secretário de Relações Internacionais

- Edson Mendonça (RJ) – Secretário de Movimento Estudantil

- Aldo José (SP) – Secretário de Jovens Trabalhadores

- Thiago Jorge (DF) – Secretário de Movimento Cultural

- Gustavo Harder (SC)

- Alexandre Silva Tchernobyl (SP)

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- Renata Regina (MG)

- Sakai (SE)

- Fábio Medeiros (PE)

- Natália Paulino (PE)

- Paulo Maskote (GO)

- Brito (AP)

Como suplentes, foram eleitos os camaradas :

-Gustavo (SC)

-Daniel Oliveira (MG)

-Saulo Henrique (SE)

 

 

 

 

 

E-mail da UJC: ujcpe@ig.com